sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Via Láctea e o Relógio do Apocalipse


Em 2005, foi apresentado na universidade de Berkeley, um estudo que revelava que a extinção em massa dos dinossauros, afinal não teria sido a única acontecer no planeta. O estudo tinha como base inúmeras observações nos diversos ramos da ciência com levantamento de dados por todo o planeta.

Desde o renascimento que a ciência tem como uma das bases fundamentais do seu método, as observações e recolha de dados, e a partir dai, proceder à elaboração dos modelos que a estas se ajustam. Este foi uma alteração drástica aos métodos anteriores, em que se desenvolviam teorias baseadas no que seria por exemplo, a perfeição do universo tendo como base a concepção levada a cabo por Deus, e a partir daí ia-se procurar os dados que suportavam essa teoria.

Ora, ai está a questão, dados são dados, e estes são irrefutáveis, e os dados neste caso, indicam que em cada 60-65 milhões de anos existe uma extinção em massa de vida no planeta, tendo sido a ultima no Cretácio com os nossos gigantes dinossauros a desaparecerem da terra. Algumas destas extinções até compreenderam extinção em massa das plantas, e não só dos animais, a níveis de mais de 90%.

Entretanto, diversas teorias têm sido elaboradas para explicar estes eventos, sendo que uma das mais recentes é fruto dos avanços da astronomia.

Parece então, que o nosso sistema solar para além de circular à volta do centro da galáxia num dos seus braços, tem tendência a efectuar também um movimento ascendente e descendente relativamente ao centro da galáxia.

Sendo que, quando o sistema solar está mais acima de uma posição central nos braços da galáxia, ou seja numa zona menos densa, estará menos protegido relativamente aos raios cósmicos, e no inverso quando atravessa o centro do “disco” orbital estará numa zona de maior densidade, e aí sujeito a uma muito maior probabilidade de embate de asteróides. Parece que a nossa via láctea nos protege e também nos castiga apesar de ser uma incógnita como o faz.

O que é facto é que passaram 65 milhões de anos da ultima extinção em massa, o que nos coloca neste “momento” em cima do fio da navalha. Claro que o homem na sua enorme capacidade de entender o mundo que o rodeia (sim estou a ser irónico) tem conseguido um ritmo de extinção de espécies na terra sem o auxilio de um calhau de 30kms de tamanho. De uma forma ou outra, estaremos condenados?

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