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terça-feira, 12 de julho de 2011

Long Way Around (★★★★)

E eis mais um livro de viagens! Vale a pena ler depois de ver a versão vídeo? Sem dúvida! É muitíssimo mais rico em detalhes e pensamentos.

Quantas vezes temos a possibilidade de ler algo na 1ª pessoa de uma estrela de Hollywood sem ser uma biografia pesada? Se calhar nunca. Esta é uma óptima oportunidade.

O Ewan McGregor confesso que foi para mim um grande surpresa quando deparei com os documentários e agora muito mais com a leitura do livro. De como uma pessoa pensa que tudo são facilidades para uma pessoa com fama. Na realidade são sempre pessoas normais como nós.

O livro escrito alternadamente entre o Ewan e o Charlie, está bem produzido, tem óptimas reflexões sobre a vida e sobre o viajar, mas claro está, não nos dá o sentido para a vida.

Como livro, é de leitura agradável, e divertida. Como livro de viagens, é do melhor que há, sem dúvida.
Uma viagem à volta do mundo, seja lá de que forma ela seja feita, sabe sempre bem ler.
Neste caso, está longe de ser uma viagem de só duas pessoas. Têm uma equipa de apoio com 2 jeeps médicos, etc...

De seguida é ler o “Long Way Down”!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Até lá abaixo – um clone do “Long Way Down”? (★)

Para que não tenham dúvidas da minha opinião acerca deste livro, digo já de antemão, que o considero acima de tudo fantasioso. Mas também exagerado, falacioso, ordinário, vulgar, confuso, atabalhoado, omisso, incorrecto, mal escrito, ressabiado, xenófobo, opinativo, etc etc.

Não querendo cometer o pecado de levantar falso testemunho para com alguém, apenas digo que este é o relato mais acidentando que alguma vez li sobre qualquer viagem E já li bastantes.. É mais que notório que partiram sedentos de conseguir matérias parar escrever.

Para quem não tem dinheiro consegue montar uma viajem destas? O livro menciona que faltavam 10.000€ para pagar o aluguer do carro, e que este era um sério problema. Mas eis que de repente, o carro está pago, e não se sabe como. Já agora gostaria de saber o custo total da viagem, com carro, viagens, combustível, hotéis, equipamento, restaurantes etc. E cozinhar? isso é para os pobres!

O livro começa de forma deplorável, a falar mal do patrão e da namorada usando linguagem digna de um bairro de lata sem quaisquer valores. Queixa-se entre muitas outras coisas, que "só" lhe pagam 60€ diários por um crónica diária e que é pouco para 3 pessoas. Realmente é pouco, mas se virmos que 60*150=9000€, até é uma quantia significativa que os senhores usaram para andar a passear o seu mau aspecto pelas terras de África.

Pelo menos um terço do livro, são textos copy/paste sobre a história do local, dignos de uma wikipedia que apesar de poderem ser importantes para se entender certos aspectos da viagem, só são demasiado grandes. Opina constantemente sobre os mais variados aspectos  sempre de uma forma completamente desconhecedora dos locais por onde passa e nações que se cruza. E sempre que entra no campo da ciência, é uma completa calamidade. Sem comentários.

O texto é extremamente sensacionalista, como se de uma peça de jornalismo barato digna dos nossos noticiários de TV se tratasse. E claro, a arrogância típica de “nós não precisamos de preparar nada nem levar mapas”. Acreditam sinceramente que não levavam mapas? Quando por 10€ se compra os dois mapas necessários para a viagem em causa?  E mais não digo, porque tamanho monte de …. mais não merece que ser usado para acender a lareira de inverno.

Um livro obviamente criado para vender e que chega às livrarias sem o mínimo de edição e revisão.
Quase cada parágrafo é um desastre. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“A thousand Splendid Suns / Mil Sóis Resplandecentes” (★★★★★)

“A  thousand Splendid Suns / Mil Sóis Resplandecentes”

Bem, por onde começar?
Há cerca de 3 meses, comprei o kindle da Amazon por várias razões. Uma delas é que nos dias de hoje com tantos títulos disponíveis para leitura e pelo preço que eles apresentam é muito difícil decidir qual o que comprar e ler.

Gostaria de dizer que ir por exemplo a um site como a Amazon e ler as críticas de um livro seria o suficiente, mas não é. Existem imensos Bestsellers que são medíocres e enfadonhos. E existem outros desconhecidos que são autênticas pérolas. Tenho vindo a descartar livros sem fim até encontrar este.

Neste caso, um autor completamente desconhecido das prateleiras das nossas livrarias traz-nos uma tragédia humana de uma crueldade que nos parece extrema e exagerada, nas que na verdade até pode pecar por defeito.

Khaled Hosseini nasceu em Kabul e trabalha com organizações humanitárias que operam no Afeganistão e Paquistão. O seu conhecimento do local e das pessoas é profundo, contribuindo para uma descrição imergente.

Digo-vos que não me lembrava de ler um livro desta forma. Quando lhe pegava, depois de um intervalo de dois dias, lembrava-me de tudo o que se tinha passado, tal é a força das suas imagens. Nunca foi preciso voltar à página anterior para relembrar algum facto.

A história desenrola-se durante um período de aproximadamente 30 anos no Afeganistão, desde a invasão soviética até entrada da Nato.
Duas mulheres são postas à prova da forma mais cruel perante as tradições, religião e mudanças de regime e poderes no Afeganistão.

Impossível ficar indiferente ao que se passa naquela parte do mundo.

Um alerta ao eminente choque de civilizações.

Este sim, é dos imperdíveis.