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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Meritíssimos em escritórios na zona mais cara de Lisboa?, que horror!

Algum de vós conhece o Tribunal da Boa Hora? Trata-se de um edifício do séc. XVII, sim do ano 1633. E é para este edifício que o senhor doutor juiz quer voltar porque segundo o mesmo, os novos edifícios no parque das nações não foram pensados para funcionar como tribunal, mas como escritórios. E o tribunal é o que? Uma quinta de porcos? Ou é um local de processamento administrativo? Mas esperem, isto quer dizer que o mosteiro de 1633 foi pensado para ser um tribunal, pois está claro.

Transcrevo as razões invocadas antes da mudança:

· “Fazer funcionar a Justiça num edifício de escritórios é um erro desde logo do ponto de vista do emblema e do símbolo que a Justiça deve ter perante os cidadãos” - Parece que os senhores são tão finos que só se contentam com um edifício único, e com uma estátua à porta com a sua balança e espada.

· “Todas as salas de audiências são interiores, ou seja, sem janelas para a rua e sem luz natural” depreendo que na Suécia de Inverno não há justiça já que não há luz natural.

· “Não tem acesso exclusivo para arguidos presos” e na Boa Hora tinham???? E qual é o problema? Não andam escoltados por guardas armados? Basta implementar um sistema de alarme e proibição de trânsito durante os monstruosos 2min que um preso leva a percorrer qualquer corredor.

· “Não cumpre uma imposição do novo Código de Processo Penal, que refere a existência de uma sala de reconhecimentos” – complicado, muito complicado.. se é complicado tão complicado que por causa disto é preciso um tribunal novo.

Quando li a notícia desta semana, a vontade que tive, foi de exemplificar a esta besta em causa, o que um soldado do séc. da construção do edifício anterior, sentia ao ser empalado a frio com um barrote de 3m pelo recto acima.

Queixa-se esta sumidade, que juízes e arguidos se cruzam pelos corredores, e que isto é um problema de segurança. Mas os arguidos esperarem no mesmo local que as TESTEMUNHAS, já se estão a borrifar. Sim é o que os seus meritíssimos sabem que é prática habitual e nunca se importaram em levantar o dedo. E mais, acham verdadeiramente que é nos corredores de um tribunal que vão estar em risco? Só se for de uma cuspidela! Porque se algo quiserem fazer, sabem bem quem são e onde os encontrar.

O senhor que deve ter motorista privado ou garagem no tribunal, está-se a borrifar para todos os outros milhares de utentes dos tribunais. E pelos vistos passa tão pouco tempo nas novas instalações que só são tão melhores que as anteriores, que só assim se justifica não dar a mínima importância a que todos os trabalhadores tenham melhores condições de trabalho e que as instalações permitam um melhor aproveitamento dos recursos. Já para não falar nas condições de acesso de todos os trabalhadores e utentes dos tribunais.

Mas o que seria de esperar? Senso de gestão de uma besta que durante a sua formação fundia os fusíveis com uma simples conta de dividir? Que como 99% dos alunos de direito foi para letras porque não conseguia somar duas fracções? Alguém até hoje conheceu um advogado com a mínima sensibilidade para gestão de recursos humanos e/ou materiais? Pois não, por isso é que sempre que têm cargos políticos fazem asneiras astronómicas, apesar de não fazerem ideia o que é astronomia e confundirem com astrologia. Acham que estou a ser mauzinho em relação à classe? Até estou a ser muito comedido nas palavras.

Ainda se interrogam porque Júlio César em tempos se declarou ditador para a vida? Foi para limpar com esta canalha que insulta a inteligência dos outros, e julgam-se seres superiores, com a agravante, que nem tem a noção que está a insultar por completa ignorância do mundo para além das suas vestes de juiz e horário de trabalho escandaloso ao qual se junta o período de férias inqualificável.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

sr aluno mau.. .vá já para o castigo

Bem, deixai-me começar por dizer que não era de todo o meu propósito transformar este blog numa sucursal do Jon Stewart, mas o facto, é que Portugal anda pródigo em situações de bradar aos céus.

Façamos este exercício. Uma corporação, onde um determinado executivo, deveras temperamental mas exímio no seu campo, discorda com o seu CEO. Improvável perguntam vocês? Nem por isso, é o pão nosso de cada dia, ainda por cima se este CEO sistematicamente falhar na abordagem aos seus diversos departamentos, criando nesse caso uma descoordenação entre os respectivos.

Este executivo, à saída da sede depois de um take-over conseguido por uma empresa concorrente, desabafa, e remete quaisquer esclarecimentos para o CEO da empresa, como representante máximo da dita cuja corporação.

O CEO, emproado e moralista, refere que se o executivo de topo que tem nos seus quadros, e que mais valias trás para a sua empresa, considera que o nome da empresa pouco vale, então que repense a sua presença na empresa e administração.

Entretanto como era verão, ambos foram de férias, e numa outra entrevista volvido de férias, o CEO afirma que apenas disse o que disse porque como na escola acontece, por vezes o professor tem que castigar o menino mal comportado.

Este tipo de linguagem faz-vos sentido? Jamais, não é?

Ora o CEO a que me refiro é o nosso mui estimado seleccionador Carlos Queiroz que é o pior exemplo de liderança que jamais tinha visto nas lides desportivas, e que continua a somar pontos (negativos) aos olhos dos seus colaboradores, vulgo jogadores. Eu não me vou alongar a catalogar as suas capacidade técnicas de treinador (as quais considero básicas). O que eu digo, é que se alguém quiser estudar liderança pelo seu oposto, têm neste caso um exemplo a seguir, sem duvida.

Esta cavalgadura, faz uma equivalência entre homens adultos e com enorme experiência em futebol, a meninos de escola. Sendo que alguns destes jogadores são considerados dos melhores do mundo e também o foram no campeonato. Em oposição temos a figura do menino de escola, que note-se, têm 8 anos, e que pela 1ª vez estão a ter contacto com as diversas componentes da vida, pelo que é natural que não entendam certas coisas.

Dirigindo-me agora a sim, sua omnisciente excelência, figura sapiente do futebol. Um líder ouve sempre a voz dos seus colaboradores, ok? Os jogadores não estão lá para satisfação dos seus prazeres masoquistas, nem muito menos irem para o canto da sala quando falam com o parceiro de carteira. Faz parte de um líder saber gerir conflitos. Ser líder de uma equipa não o coloca acima dessa equipa, mas apenas num lugar diferente dos demais.

O vocalizar de insatisfações (Deco e Ronaldo) aconteceram como é obvio pelo acumular de decisões erradas e atitudes déspotas que se nota no dia a dia da selecção. Correctas ou não, são consequência e não génese.

E como se tudo isto já não bastasse, esta semana critica abertamente a federação de amadorismo, da mesma forma que a criticou quando fomos eliminados em Itália durante uma fase de qualificação “é altura de limpar toda a porcaria que existe dentro da federação”, alguém se lembra?

Mas será que este senhor nunca tem a culpa dos maus resultados do seu trabalho? Que dizer do carácter deste senhor?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Playboy Julho 2010 - Gajas pá.. a malta quer é gajas!


Impossível passar o dia sem deixar uma nota sobre a “nossa” Playboy. Para variar o tuga acha que é intelectual e mais esperto que os outros. Por favor senhor director da PB portuguesa, tatue isto na testa em letras invertidas para poder ler todas as manhas enquanto se barbeia. “eu nunca mais irei por um homem na capa da playboy”

Os américas ameaçam cancelar o contracto por violação das linhas orientadoras da revista. Há quem critique a sede porque devia verificar o conteúdo das vinte e tal edições mundiais, mas, quem iria pensar que iam por o Jesus Cristo na capa da Playboy? Sendo ainda mais, Portugal uma das três nações fidelíssimas da cristandade? Queria ver se tivessem posto o Maomé... lol. Os crescentes lunares já ficariam a saber onde fica Portugal.

sábado, 3 de julho de 2010

Violação clara do direito à imagem

Tudo bem que não preferia o Marx, Engel, Lenin, Estaline, e Mao alinhados em plena Alameda Afonso Henriques, verdejante e sereno local de lazer, mas não gosto igualmente de ter que levar com este espectáculo que passa bem para lá da idiotice nem por isso tendo incorrido em perigos e guerras esforçadas.

Senhores bloquistas, devolver o quê e a quem? Caramba, são CEOs de empresas PRIVADAS!!!!! Agora as pessoas não têm direito a fazer dinheiro? Ou terão estas gentes de dar dinheiro do seu ordenado que foi sujeito a impostos a malta que prefere ocupar casas e roçar o rabiosque pelas esquinas de Lisboa?

Se se preocupam assim tanto com o que este gente ganha, porque não se candidatam vocês a estes lugares para depois dar ao "povo" de volta? Espera lá... pois é, isso dá "uma trabalhêra" e é preciso ter um montão de competências que vossas excelências não têm.

terça-feira, 29 de junho de 2010

gravata rosa e um bocado de gel..

Que dizer deste outdoor na zona de Famões? Esta cultura de vendedor de casas parolo que não acrescenta valor nenhum ao serviço, que entendem tanto de casas como de física quântica, que usam fatos da feira com gravatas cor-de-rosa, que são recrutados entre os gananciosos elementos, que nunca fizeram nada para se valorizar na vida, irrita-me porra. E mais, irrita-me porra!

Esta cultura foi tão bem retratada no filme do Canadá que passou agora nas nossas salas de cinema, com a pequena diferença que era uma mulher em vez de um homem.

O facto é que esta gente acredita piamente que têm direito a ganhar mundos e fundos, só porque... ?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Portagens na SCUT

Nortismos e tripeirices à parte.
Ponte 25 Abril, Ponte Vasco da Gama, A1-A2-A5-A8-A9-A10-A12-A13-A21
O que têm estas auto-estradas e pontes em comum? são todas em Lisboa
O que têm estas auto-estradas e pontes em comum? são todas as auto-estradas de Lisboa
O que têm estas auto-estradas e pontes em comum? são todas PAGAS!

E há alternativa? Claro que há.. daquelas que se demoram horas,  tal qual como os nossos cidadãos portugueses que se dizem do “norte” seja lá o que isso é.

E já que se dizem a força trabalhadora do país, e onde está o dinheiro.. então que paguem, como os restantes... mas.. até têm tempo para marchas lentas..irónico.