Bem, deixai-me começar por dizer que não era de todo o meu propósito transformar este blog numa sucursal do Jon Stewart, mas o facto, é que Portugal anda pródigo em situações de bradar aos céus.
Façamos este exercício. Uma corporação, onde um determinado executivo, deveras temperamental mas exímio no seu campo, discorda com o seu CEO. Improvável perguntam vocês? Nem por isso, é o pão nosso de cada dia, ainda por cima se este CEO sistematicamente falhar na abordagem aos seus diversos departamentos, criando nesse caso uma descoordenação entre os respectivos.
Este executivo, à saída da sede depois de um take-over conseguido por uma empresa concorrente, desabafa, e remete quaisquer esclarecimentos para o CEO da empresa, como representante máximo da dita cuja corporação.
O CEO, emproado e moralista, refere que se o executivo de topo que tem nos seus quadros, e que mais valias trás para a sua empresa, considera que o nome da empresa pouco vale, então que repense a sua presença na empresa e administração.
Entretanto como era verão, ambos foram de férias, e numa outra entrevista volvido de férias, o CEO afirma que apenas disse o que disse porque como na escola acontece, por vezes o professor tem que castigar o menino mal comportado.
Este tipo de linguagem faz-vos sentido? Jamais, não é?
Ora o CEO a que me refiro é o nosso mui estimado seleccionador Carlos Queiroz que é o pior exemplo de liderança que jamais tinha visto nas lides desportivas, e que continua a somar pontos (negativos) aos olhos dos seus colaboradores, vulgo jogadores. Eu não me vou alongar a catalogar as suas capacidade técnicas de treinador (as quais considero básicas). O que eu digo, é que se alguém quiser estudar liderança pelo seu oposto, têm neste caso um exemplo a seguir, sem duvida.
Esta cavalgadura, faz uma equivalência entre homens adultos e com enorme experiência em futebol, a meninos de escola. Sendo que alguns destes jogadores são considerados dos melhores do mundo e também o foram no campeonato. Em oposição temos a figura do menino de escola, que note-se, têm 8 anos, e que pela 1ª vez estão a ter contacto com as diversas componentes da vida, pelo que é natural que não entendam certas coisas.
Dirigindo-me agora a sim, sua omnisciente excelência, figura sapiente do futebol. Um líder ouve sempre a voz dos seus colaboradores, ok? Os jogadores não estão lá para satisfação dos seus prazeres masoquistas, nem muito menos irem para o canto da sala quando falam com o parceiro de carteira. Faz parte de um líder saber gerir conflitos. Ser líder de uma equipa não o coloca acima dessa equipa, mas apenas num lugar diferente dos demais.
O vocalizar de insatisfações (Deco e Ronaldo) aconteceram como é obvio pelo acumular de decisões erradas e atitudes déspotas que se nota no dia a dia da selecção. Correctas ou não, são consequência e não génese.
E como se tudo isto já não bastasse, esta semana critica abertamente a federação de amadorismo, da mesma forma que a criticou quando fomos eliminados em Itália durante uma fase de qualificação “é altura de limpar toda a porcaria que existe dentro da federação”, alguém se lembra?
Mas será que este senhor nunca tem a culpa dos maus resultados do seu trabalho? Que dizer do carácter deste senhor?

Sem comentários:
Enviar um comentário