sábado, 23 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Explorers" por "Tim Flannery" (★★★)

Uma compilação de exploradores nas mais diversas categorias, mar, deserto, montanha, actualidade e antiguidade.

Inicia sempre com uma pequena biografia a que sucede excertos do seu diário ou de alguém que o acompanhava.

Não é um grande livro, mas é uma boa obra de referência para nos abrir o apetite para ir mais além.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Long Way Around (★★★★)

E eis mais um livro de viagens! Vale a pena ler depois de ver a versão vídeo? Sem dúvida! É muitíssimo mais rico em detalhes e pensamentos.

Quantas vezes temos a possibilidade de ler algo na 1ª pessoa de uma estrela de Hollywood sem ser uma biografia pesada? Se calhar nunca. Esta é uma óptima oportunidade.

O Ewan McGregor confesso que foi para mim um grande surpresa quando deparei com os documentários e agora muito mais com a leitura do livro. De como uma pessoa pensa que tudo são facilidades para uma pessoa com fama. Na realidade são sempre pessoas normais como nós.

O livro escrito alternadamente entre o Ewan e o Charlie, está bem produzido, tem óptimas reflexões sobre a vida e sobre o viajar, mas claro está, não nos dá o sentido para a vida.

Como livro, é de leitura agradável, e divertida. Como livro de viagens, é do melhor que há, sem dúvida.
Uma viagem à volta do mundo, seja lá de que forma ela seja feita, sabe sempre bem ler.
Neste caso, está longe de ser uma viagem de só duas pessoas. Têm uma equipa de apoio com 2 jeeps médicos, etc...

De seguida é ler o “Long Way Down”!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Até lá abaixo – um clone do “Long Way Down”? (★)

Para que não tenham dúvidas da minha opinião acerca deste livro, digo já de antemão, que o considero acima de tudo fantasioso. Mas também exagerado, falacioso, ordinário, vulgar, confuso, atabalhoado, omisso, incorrecto, mal escrito, ressabiado, xenófobo, opinativo, etc etc.

Não querendo cometer o pecado de levantar falso testemunho para com alguém, apenas digo que este é o relato mais acidentando que alguma vez li sobre qualquer viagem E já li bastantes.. É mais que notório que partiram sedentos de conseguir matérias parar escrever.

Para quem não tem dinheiro consegue montar uma viajem destas? O livro menciona que faltavam 10.000€ para pagar o aluguer do carro, e que este era um sério problema. Mas eis que de repente, o carro está pago, e não se sabe como. Já agora gostaria de saber o custo total da viagem, com carro, viagens, combustível, hotéis, equipamento, restaurantes etc. E cozinhar? isso é para os pobres!

O livro começa de forma deplorável, a falar mal do patrão e da namorada usando linguagem digna de um bairro de lata sem quaisquer valores. Queixa-se entre muitas outras coisas, que "só" lhe pagam 60€ diários por um crónica diária e que é pouco para 3 pessoas. Realmente é pouco, mas se virmos que 60*150=9000€, até é uma quantia significativa que os senhores usaram para andar a passear o seu mau aspecto pelas terras de África.

Pelo menos um terço do livro, são textos copy/paste sobre a história do local, dignos de uma wikipedia que apesar de poderem ser importantes para se entender certos aspectos da viagem, só são demasiado grandes. Opina constantemente sobre os mais variados aspectos  sempre de uma forma completamente desconhecedora dos locais por onde passa e nações que se cruza. E sempre que entra no campo da ciência, é uma completa calamidade. Sem comentários.

O texto é extremamente sensacionalista, como se de uma peça de jornalismo barato digna dos nossos noticiários de TV se tratasse. E claro, a arrogância típica de “nós não precisamos de preparar nada nem levar mapas”. Acreditam sinceramente que não levavam mapas? Quando por 10€ se compra os dois mapas necessários para a viagem em causa?  E mais não digo, porque tamanho monte de …. mais não merece que ser usado para acender a lareira de inverno.

Um livro obviamente criado para vender e que chega às livrarias sem o mínimo de edição e revisão.
Quase cada parágrafo é um desastre. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Medo (ou "Pina 3D")


É mesmo uma pedra no meio de um palco ensopado em água? Mas qual é a verdadeira rocha: a da esquerda ou a da direita?
Wim Wenders presta homenagem, mas faz muito mais. Traz Pina para dentro, de dentro para fora e para dentro de nós também.
São cenas antigas, gravadas a preto e branco; são cenas modernas, revisitadas pelos bailarinos de sempre; são cenas de sempre, em que Pina aparece a fumar, a falar, a rir ou a fazer aquilo que fará para sempre, a dançar.
Bailarinos do passado e presente da Tanztheater Wuppertal relembram Pina, um a um, por palavras não ditas. Palavras, porque as ouvimos, narradas em "voz off"; não ditas porque as palavras acompanham rostos de boca fechada de homens e mulheres que dançaram e viveram e sonharam com Pina.
Alguns falam de como ela os assustava; outros, de como ela trouxe para fora o melhor que neles havia. "Dança pelo amor!", dizia ela a um deles; "Lembra-te que as tuas fragilidades são a tua maior força!", gritava a outro. Mas não era pelo amor ou pela força ou pelas fraquezas. Pina sabia que o paradoxo do movimento é o medo. Ela própria o disse, melhor do que ninguém: "Tanz, tanz, sonst sind wir verloren..." (Dancem, dancem, senão estamos perdidos...)
É o movimento como resposta ao medo. Todos sabemos, a começar pelo Newton. Às vezes é pecado, outras vezes são só maçãs que caem na cabeça. Mas é movimento. Enquanto há vida há esperança? Não, de todo. Enquanto há movimento há esperança. Parar não é morrer, é ceder ao medo. E é por ele e contra ele que se dança. É por ele e contra ele que Pina trabalhou e a esse amor ao medo dedicou uma vida inteira maior que muitas vidas juntas.
Wim Wenders tem aqui a sua melhor obra, mais uma vez completamente entregue ao amor ao fado (a despedida final de Pina é ao som do arrepiante fado de Coimbra, e nem aí Wenders esqueceu o medo: "Os teus olhos são tão verdes, são duas avés-marias; um rosário de amarguras que eu rezo todos os dias...").
No fim, fica um coração apertado (cheio demais, talvez?), comprimido contra o tórax e a bater um bocadinho mais depressa, também ele entregue ao medo de parar de bater.
E apesar da reticência nas palavras que acompanha todo o filme, também nelas há movimento; as palavras são o movimento de quem dança parado, de quem dança para dentro.

O importante não é não ter medo.
O importante é ter medo... e dançar na mesma.


Afinal a ideia é sempre a mesma o bailarino a pôr o pé
no sítio uma coisa muito forte
na cabeça no coração nos intestinos no nosso próprio pé
pode imaginar-se a ventania quer dizer
"o que acontece ao ar" é a dança
pois vejam o que está a fazer o bailarino que desata por aí fora
("por aí dentro" seria melhor) ele varre o espaço
se me permitem varre-o com muita evidência
somos obrigados a "ver isso"
que faz o pé forte no sítio forte o pé leve no sítio leve
o sítio rítmico no pé rítmico?
(...)
claro que "isto" apavora
a dança faz parte do medo se assim me posso exprimir


Herberto Helder

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aguarelas

Composição de estudo da Tallens.
A torre está um pouco torta, as colinas bastante coloridas e o céu um caos.. , mas o que importa é pintar! hehe

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aguarelas

Ensaio de rosas, sobre... flores sem serem rosas...
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domingo, 5 de junho de 2011

Aguarelas

Estudo de aguarela na técnica de misturar duas cores em gradiente. Paisagem em contra-luz.

sábado, 4 de junho de 2011

Aguarelas

 Eis a minha primeira aguarela! Papel cavalinho, aguarelas compradas no continente, e desenho feito a partir de um exercício de um livro de aguarelas! Contemplai o meu orgulho :)





sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aguarelas

E um pouco de "arte" japonesa
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Árvore da Vida (★★★★)

Um filme completamente alternativo que se torna desesperante para o espectador mais impaciente. É alternativo, diferente, ritmo próprio, etc etc. Claro que quase ninguém vai gostar mas deve ser visto por só para não entenderem quase nada do filme :) 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

THOR - (★★★)

Mais um filme da Marvel para explorar um não tão querido dos seus heróis, O Filme vale pela parte artística,  e pouco mais. Os elementos do sexo feminino acho que vão ficar impressionadas com a musculatura do homem.. é mesmo impressionante!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Piratas das Caraíbas ( ★★)

Desde que a Disney mudou o seu responsável na parte dos filmes que a coisa tem vindo a piorar, e este é um óptimo exemplo disso. É um filme sem imaginação e sem grande humor. Resume-se a passear as personagens anteriormente elaboradas. E ainda por cima em 3D... yakkkkkkkkk 



domingo, 29 de maio de 2011

Monsters - (★)

Bem... a única coisa boa no filme é o poster... :D tudo o resto, esqueçam. É um sucessivo correr de cenas sem lógica, só para fazer alguns que podem parecer "fixes". Os aliens são polvos com 5 andares de altura, são sensíveis... wft? E a mensagem do filme é comparar os mexicanos com aliens e a construção do muro de separação entre os dois países. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Destino Infernal - (★★)

Algo que sempre me surpreendeu é ver tantas vezes o Nicolas Cage nos ecrans de cinema. O pior actor do mundo (podem protestar), soma e segue. Ter certos padrinhos no cinema dá jeito! Duas estrelas pelo contabilista do filme e a cena de "busted". E mais uma vez.. 3D.... yakkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“A thousand Splendid Suns / Mil Sóis Resplandecentes” (★★★★★)

“A  thousand Splendid Suns / Mil Sóis Resplandecentes”

Bem, por onde começar?
Há cerca de 3 meses, comprei o kindle da Amazon por várias razões. Uma delas é que nos dias de hoje com tantos títulos disponíveis para leitura e pelo preço que eles apresentam é muito difícil decidir qual o que comprar e ler.

Gostaria de dizer que ir por exemplo a um site como a Amazon e ler as críticas de um livro seria o suficiente, mas não é. Existem imensos Bestsellers que são medíocres e enfadonhos. E existem outros desconhecidos que são autênticas pérolas. Tenho vindo a descartar livros sem fim até encontrar este.

Neste caso, um autor completamente desconhecido das prateleiras das nossas livrarias traz-nos uma tragédia humana de uma crueldade que nos parece extrema e exagerada, nas que na verdade até pode pecar por defeito.

Khaled Hosseini nasceu em Kabul e trabalha com organizações humanitárias que operam no Afeganistão e Paquistão. O seu conhecimento do local e das pessoas é profundo, contribuindo para uma descrição imergente.

Digo-vos que não me lembrava de ler um livro desta forma. Quando lhe pegava, depois de um intervalo de dois dias, lembrava-me de tudo o que se tinha passado, tal é a força das suas imagens. Nunca foi preciso voltar à página anterior para relembrar algum facto.

A história desenrola-se durante um período de aproximadamente 30 anos no Afeganistão, desde a invasão soviética até entrada da Nato.
Duas mulheres são postas à prova da forma mais cruel perante as tradições, religião e mudanças de regime e poderes no Afeganistão.

Impossível ficar indiferente ao que se passa naquela parte do mundo.

Um alerta ao eminente choque de civilizações.

Este sim, é dos imperdíveis.